A Imagem do Sagrado Coração de Jesus, que ainda hoje se venera no interior da Basílica, possui cerca de 2,15m de altura e foi especialmente trazida da Europa pelo Primeiro Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, e benta por ele na sede episcopal, no dia 22 de janeiro de 1922. Mesmo sem um destino definido, a imagem foi encomendada por D. Silvério para ser levada a um Santuário do mesmo Divino Coração, ainda a ser criado na Arquidiocese. Primeiramente, Dom Silvério almejou que o Santuário seria a igreja de São Pedro dos Clérigos, cujas obras iniciaram em 1731, na cidade de Mariana. Contudo o então arcebispo foi chamado junto a Deus deste mundo antes de se concluir as obras de reforma e conclusão da igreja. Já o seu sucessor, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, instalou o Santuário na localidade de Miguel Burnier. Contudo, as romarias àquele local não ocorreram da forma como se esperava.
Embora a Capela que servia como Matriz da Paróquia fosse dedicada à Nossa Senhora da Paz, ela recebia diversas visitas nas sextas-feiras para o exercício da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da recém-criada Paróquia, a convite do pároco Hermenegildo Adami Carvalho. As visitas aumentaram em grandes quantidades com o passar do tempo. Por isso, após comprovar que a Capela recebia constantes romarias em louvor ao Sagrado Coração de Jesus, o Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, em 1966, reconheceu oficialmente o pequeno templo, que mais tarde seria substituído por outro maior, como um “Santuário”. Assim, o próprio Dom Oscar foi o responsável pela doação da Imagem do Sagrado Coração de Jesus, venerada até os dias atuais desde o momento de sua chegada à Paróquia.

No dia 26 de junho de 1966, em cortejo presidido pessoalmente pelo Senhor Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, procedente de Mariana e festivamente saudada em todo o percurso da viagem, a imagem do Sagrado Coração de Jesus foi apoteoticamente recebida pela população de Conselheiro Lafaiete, em meio a vibrantes e entusiásticas manifestações, que jamais poderão ser esquecidas, por terem sido uma comovente e vigorosa manifestação de fé popular.

Nessa oportunidade, a imagem chegou acompanhada por uma caravana composta por 6 ônibus chefiados pelo Padre Antônio José Ferreira, com o apoio de um caminhão-andor, preparado pelos próprios paroquianos. Assim, foi realizada uma procissão rodoviária, composta por dezenas de carros particulares. O trajeto foi embelezado pelas flores e pelas orações realizadas em todo o percurso, até a chegada em Conselheiro Lafaiete às 19 horas. A Imagem foi assim definitivamente entronizada no Santuário destinado a ser um verdadeiro centro espiritual para Minas Gerais e todo o Brasil. Aquele dia marcava o início de uma vida nova de bênçãos e graças especiais que o senhor vinha trazer através do revigoramento do culto ao Sagrado Coração de Jesus.
A pedra fundamental do Santuário foi colocada no dia 2 de julho de 1967, na ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus. Estavam presentes o Exmo. Revmo. Sr. Dom Oscar de Oliveira, acompanhado do Revmos. Sres. Pe. José Carlos Bruzzi, Côn. José Sebastião Moreira, Côn. Galdino Rodrigues Malta, Pe. Joseph Arnould, Pe. Maurício, Pe. Cornélio Moerel e Pe. José Antônio Ferreira, Pe. Hermenegildo Adami Carvalho e outros. 
A pedra já havia sido benta pelo Segundo Arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, em agosto de 1954. Ela ficou sob a guarda da Matriz lafaietense de São Sebastião, até ser solenemente transportada em procissão para o local do Santuário. Ela foi lançada após a celebração das 10 horas da manhã presidida pelo Excelentíssimo Dom Oscar de Oliveira, na presença dos demais sacerdotes, políticos e de uma grande multidão de fiéis. Naquela mesma oportunidade, o Sr. Arcebispo também aprovou a planta do futuro Santuário, construído a partir daquela pedra.
Após o lançamento da pedra fundamental do grande templo dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, iniciou-se a construção de uma outra edificação ampla e funcional, medindo 30m por 10m. Apelidado carinhosamente pelo povo de “barracão”, o edifício serviu como Matriz Provisória da Paróquia desde o dia em que foi concluído, em 11 de fevereiro de 1968. Tratava-se de uma edificação na cor branca, com uma grande porta na fachada frontal, sob uma cruz fixada acima do telhado. A cobertura em formato colonial, era formada de esteios, com duas “águas”, equipadas com telhas francesas.
No mesmo dia 11 de fevereiro de 1968, foram feitas as duas procissões para a transferência das imagens do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora da Paz, e o Santíssimo Sacramento. Essas procissões oficializaram a transferência dos atos religiosos da antiga igrejinha da Senhora da Paz para a Matriz Provisória. No dia seguinte, a capelinha de Nossa Senhora da Paz começou a ser demolida para a construção do novo Santuário no mesmo local. Desde então, foi na Matriz Provisória que se desenvolveu toda a vida paroquial até o dia 28 de abril de 1975 pela manhã, quando ela também foi demolida para construção da praça fronteiriça ao Santuário.
A decisão do local onde seria construído o novo templo do Santuário em honra ao Sagrado Coração de Jesus não foi fácil. Antes de decidir que o Santuário seria erguido no “alto da colina do Cabo Verde”, local onde se situava a capelinha de Nossa Senhora da Paz, o pároco Hermenegildo Adami Carvalho convocou uma comissão que circulou por toda a redondeza da Paróquia a fim de estudar os possíveis locais para aquela nobre construção. Diversos casebres faziam parte do local onde foi instalada a praça do Santuário.

A partir de doações, compras e negociações, todos eles foram movidos sob a orientação do Pároco Hermenegildo para outros locais. Algumas casas foram destinadas às terras de Sr. José Henriques Soares (Dedé) e Sr. José Liberato, doadores de vários lotes destinados à construção das novas moradias daqueles que foram ocupadas pelos antigos moradores do atual local do Santuário. Todos foram acomodados em casas novas, dotadas das devidas escrituras e instalações elétricas e sanitárias, algo que não era comum a todas as residências daquele período.
Os serviços da construção do Santuário Arquidiocesano do Sagrado Coração de Jesus tiveram início precisamente às 7 horas e 40 minutos do dia 29 de julho de 1968. Por especialíssima proteção do Sagrado Coração de Jesus, as obras se desenvolviam rapidamente, com a generosa participação dos católicos oferecendo continuamente suas contribuições para os pesados encargos financeiros.
No dia 29 de Julho de 1968, dedicado a Santa Marta, sob a direção de Viriato Dias da Silva foi iniciada a instalação dos 74 tubulões de 11 metros de profundidade que compunham a fundação do Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Após um pouco menos de um ano do início das obras, em 22 de junho de 1969, foi celebrada a primeira missa no piso já concretado do novo Santuário.

Na empreitada da construção do Santuário, houve intenso trabalho de mão de obra de trabalhadores de diferentes áreas, como Joaquim Eleutério, que foi vizinho e pedreiro do Santuário. Além disso, comerciantes, médicos, advogados, donas de casa e
diversas famílias da cidade fizeram doações e realizaram leilões de prendas, alimentos e animais para colaborar com as obras da construção do novo templo.
A construção do Santuário, de capacidade para três mil pessoas, foi executada sob planta do engenheiro Ildeu de Oliveira Aguiar. Os cálculos ficaram sob a responsabilidade do engenheiro Mildo Rugani, enquanto as fundações foram administradas pelo engenheiro Sérgio Mourthé Araújo. A sondagem do terreno foi feita pela firma Assel – Companhia de Engenharia e Arquitetura e, finalmente, a execução das obras foi de responsabilidade do engenheiro Orlando Baeta da Costa.
No natal de 1973, foi contratado todo o serviço de acabamento do Santuário com a firma “Gessoleve”, da qual era diretor-presidente o Sr. Antônio Egídio Cunha. Graças À sua boa vontade para com o Santuário e entusiasmo pela obra, realizou-se um trabalho de beleza incomparável, que acompanhou a simplicidade das linhas lançadas pelo engenheiro arquiteto. A majestade do templo é singularmente destacada em perfeito mármore branco, que confere ao ambiente sacro um toque de profundo acolhimento e paz. Contrastando delicadamente com a alvura do templo, majestosas colunas de mármore rosa criam esplêndida harmonia, que se difunde na imensidão circular do Santuário. No teto em gesso, trezentas lâmpadas formam uma grande flor de luzes que, proporcionando iluminação perfeita, constitui atração à parte pela singular beleza de seus efeitos, o que atesta a perfeita técnica da firma responsável. A obra também teve participação da firma Módulo Estruturas Metálicas, de Belo Horizonte, responsável pela montagem da cobertura metálica do templo.
A imagem do Cristo Crucificado, de 2 metros de altura, esculpida em cedro pelo Sr. Januário André Vieira, de Catas Altas, foi solenemente entronizada em cerimônia oficiada pelo Exmo. dom José Lázaro Neves Bispo de Assis-SP, no dia 8 de dezembro de 1974.
Oito sinos constituem o carrilhão eletrônico, em escala de sol maior, de confecção da Fundição Artística Paulista. Cada um deles é dedicado a homenagear uma figura santa: Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora da Conceição, São José, São Camilo, São Sebastião, Santa Terezinha, São Luiz Gonzaga e São João.
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